Crítica: Capitão América 2: O Soldado Invernal

Nós vimos Tony Stark se tornar o Homem de Ferro dentro de uma caverna, nós vimos Thor aprender o valor de seus poderes, vimos como o franzino Steve Rogers se tornou o lendário Capitão América e vimos todos unidos, vimos os Vingadores.
Depois dos eventos de Nova York, cada herói seguiu sua vida, suas próprias histórias e conflitos. O Mandarim, Malekith e o exército de Elfos Negros… Mas e o Capitão América? É agora que vemos como a história de Steve segue, como o membro mais próximo dos eventos de Os Vingadores conecta o filme evento de 2012 com o encerramento da fase 2 no ano que vem, quando a Era de Ultron chegar.
Depois de 2 anos de espera para vermos a continuação do Primeiro Vingador e uma dolorida semana de diferença da estreia do filme nos demais países, chega Capitão América 2: O Soldado Invernal, finalmente aos cinemas brasileiros.
Não sabemos ao certo se é pura coincidência ou se a Marvel Studios faz propositalmente, mas novamente Capitão América se torna uma ponte direta para o filme d’Os Vingadores. Aconteceu em 2011 e acontece novamente agora, em 2014. Estamos cansados de saber que a S.H.I.E.L.D. sempre está a par de todos acontecimentos, sempre manteve o olho aberto para os heróis e também para as ameaças. Mas o que acontece quando o problema surge dentro da organização?
Em ‘O Soldado Invernal’, vemos como Steve (Chris Evans) vem se adaptando ao mundo atual, ou como a S.H.I.E.L.D. vem tentando o adaptá-lo. No comando da equipe tática ‘Strike’, Capitão América vem executando missões dadas por Nick Fury (Samuel L. Jackson, novamente no papel), ao lado da Natasha Romanoff, a Viúva Nega (Scarlett Johansson, mais bela do que nunca) e mais uma equipe altamente treinada. Ao longo das operações, Steve acaba descobrindo que mesmo trabalhando para a S.H.I.E.LD., segredos são mantidos mesmo debaixo de seu comando.
Scarlett Johansson: O Colírio do filme
Questionando os métodos atuais de prevenções contra ameaças globais e inclusive, extra-globais, Steve descobre que não é possível confiar em todos. Mesmo lidando com os atuais problemas internos da S.H.I.E.L.D., o Capitão América agora precisa lidar com uma nova ameaça que pode estar ligada ao seu passado.
Pela nona vez, a Marvel Studios soube a fórmula do sucesso e fez seu dever de casa: superou-se novamente nas telonas, trazendo um filme repleto de espionagem e intrigas globais. Não irei dizer que “Capitão América 2: O Soldado Invernal” é o melhor filme até agora do Universo Cinemático Marvel, mas com certeza é marcante, surpreendente, divertido e como sempre, nos deixa com gostinho de quero mais.
Robert Redford como Alexander Pierce: Uma das surpresas do filme.
A aposta em abordar mais a espionagem, a intriga da organização e ao que as ameaças podem levar ao invés de usar a famosa fórmula ação + diversão funcionou excelentemente. É de longe, o filme mais sério e intenso da Marvel. Entretanto, “O Soldado Invernal” mais do que os demais filmes, mostrou que a Marvel vem diminuindo a sua liberdade de público, a partir de agora, já não é mais possível assistir um filme da franquia sem o conhecimento dos eventos anteriores e também, parcialmente, está se tornando necessário o conhecimento além dos filmes.
As referências estão diminuindo e estão mais claras, dicas sobre personagens que irão estrelar os próximos filmes do universo e seguimentos que levarão aos próximos eventos. Tanto que o Universo Cinemático Marvel, o que liga de “Homem de Ferro” (2008) a “Capitão América 2: O Soldado Invernal”, se tornou a franquia com a maior bilheteria do cinema de todos os tempos.
Para uma compreensão total dos filmes, é necessário uma boa memória e olhos de águia para se lembrarem de menções, citações e pequenas aparições ao longo dos filmes.
O Soldado Invernal: uma das ameaças mais difíceis que o Capitão irá enfrentar
Concluindo, é totalmente seguro dizer que “Capitão América 2: O Soldado Invernal” é um filme incrível, intenso e sério. Longe de qualquer piada, comédia ou diversão, este filme nos leva diretamente a conclusão desta segunda fase da Marvel no cinemas que vem por aí: Os Vingadores 2 – A Era de Ultron, em 2015.
Como sempre, não saia da cadeira do cinema ao final do filme, espere por DUAS surpreendentes cenas pós-créditos. Bom divertimento.
Nota: 8,5/10
Matt Torres Atala
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